quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Por que os celeiros são geralmente pintados de vermelho?

Se você já dirigiu em uma área rural dos Estados Unidos, ou mesmo observado em filmes, é provável que tenha visto os celeiros vermelhos espalhados pela paisagem agrícola. Há várias teorias para explicar por que eles são pintados de vermelho.




Há séculos atrás, os fazendeiros europeus geralmente impermeabilizavam a madeira em seus celeiros com óleo de linhaça - um óleo marrom-amarelado derivado da semente do linho. Eles pintavam seus celeiros com uma mistura de óleo de linhaça, geralmente composta de adições como leite e cal. A combinação produzia uma pintura durável que secava e endurecia rapidamente. Hoje, o óleo de linhaça é vendido na maioria das lojas de produtos para manutenção doméstica como selante de madeira. Mas de onde vem o vermelho?
Em termos historicamente precisos , "barn red" (vermelho celeiro) não é o vermelho vivo que nós vemos hoje, mas um vermelho tipo laranja-queimado. Para explicar como a mistura do óleo tornou-se tradicionalmente vermelha, há duas teorias predominantes:
  • fazendeiros ricos adicionavam sangue de um abate recente à mistura do óleo. Quando a pintura secava, de brilhante ela passava para um vermelho mais escuro, vermelho queimado;
  • os fazendeiros adicionavam óxido ferroso, ou seja, ferrugem, à mistura do óleo. A ferrugem é abundante em fazendas e é um veneno para muitos fungos, incluindo mofo e musgo, que aparecem em celeiros. Estes fungos fixariam a umidade na madeira, aumentando a deterioração.
Independente de como o fazendeiro preparava sua tinta, ter um celeiro vermelho tornou-se moda. Eles dão um bom contraste à tradicional paisagem monotônica do campo.
À medida que os povos europeus migraram para a América, trouxeram com eles a tradição dos celeiros vermelhos. Da metade para o fim do século XIX, como as tintas começaram a ser produzidas com pigmentos químicos, a tinta vermelha era a mais barata para se comprar. O vermelho era a cor preferida até que o cal tornou-se mais barato, ao ponto dos celeiros brancos começarem a se espalhar.
Hoje, a cor dos celeiros pode variar, geralmente dependendo de seu uso.


Gatos têm ronronar especial para manipular humanos



Você acha que é charme? Na verdade, o ronronar do seu gato é estratégico: ou ele quer uma coceira específica, ou quer que você se levante do sofá para atendê-lo (entre outras coisas). A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Sussex. Segundo o estudo, os gatos emitem um som especial, que tem a frequência parecida com o choro de bebês humanos, quando querem manipular seus donos.
De acordo com os cientistas, eles desenvolveram essa técnica (de produzir um ruído de baixa frequência) porque aprenderam que o som, um tanto irritante aos nossos ouvidos, faz com que obtenham uma resposta humana. Você, que tem gato, consegue distinguir um miau qualquer de um miau manipulador?


Matéria original no Discovery (em inglês)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Abelhas farejadoras de bombas!

Equipes militares e policiais usam cães para farejar explosivos há décadas. De acordo com os cientistas do Laboratório de Pesquisa de Defesa Avançada (Darpa), que trabalham com abelhas desde 1999, elas podem desafiar os cães quando se trata de olfato. Aqueles mesmos insetos que emitem zumbidos e procuram pedaços minúsculos de pólen usados para produzir mel podem detectar com a mesma facilidade outras pequenas partículas no ar, inclusive sinais de materiais usados em bombas. Então, como você pode treiná-las para que reajam aos explosivos como reagem ao pólen?
Da mesma maneira como se treina qualquer animal para fazer praticamente qulaquer coisa: associando um estímulo específico a uma recompensa. Com o cão de Pavlov, a associação do som de um sino ao cheiro de comida fazia o cão salivar quando o sino tocava. Com as abelhas no Laboratório Nacional de Los Alamos, em que pesquisadores estão realizando os estudos militares mais recentes com abelhas, a associação do cheiro de componentes da bomba à água açucarada faz que as abelhas estendam seus probóscides, como se estivessem a ponto de extrair néctar doce de uma flor, quando sentem cheiro de explosivos. E isso não demora muito tempo. As abelhas que fazem as associações conseguem isso rapidamente, depois de apenas algumas exposições a componentes vaporizados de explosivos seguidos pela água açucarada.



Com as abelhas amarradas em pequenos tubos, os cientistas envolvidos no Stealthy Insect Sensor Project liberam o cheiro de componentes químicos usados para fabricar explosivos, como dinamite, C-4 e bombas líquidas. Esperando a água açucarada em seguida, cada abelha treinada estende seu probóscide, que começa a balançar no ar à procura de néctar. É essa reação óbvia que torna tão útil esse método de treinamento em particular. Mantendo as abelhas em estruturas fechadas, os pesquisadores podem usar equipamentos de monitoramento para perceber a movimentação dos probóscides. Nesse caso, uma câmera digital com um software de reconhecimento de padrão podem captar a movimentação e indicar a presença de explosivos nas proximidades. A estrutura portátil a torna ideal para testes em aeroportos, estações de trem e postos de checagem na beira de estrada em zonas de guerra, como o Iraque. As abelhas podem detectar no ar os produtos químicos procurados em concentrações tão baixas quanto algumas partes por trilhão.
Anos antes, um projeto financiado pelo Darpa treinou abelhas para que elas fossem atraídas por explosivos em vez de pólen, usando o mesmo processo de recompensa com água açucarada. Esse estudo as treinou para que voassem ao redor do lugar com cheiro de 2,4-dinitrotolueno, um resíduo químico deixado por vários tipos de bombas. As abelhas soltas trabalhavam muito bem em áreas pequenas e externas, e os guardas de segurança podiam ver com facilidade o lugar onde estavam voando, mas eram difíceis de rastrear quando usadas para detectar explosivos em espaços amplos e abertos. Então os pesquisadores colocaram pequenos transmissores de rádio nas abelhas para encontrá-las - e encontrar a bomba - quando elas voavam sobre um lugar. Abelhas soltas e treinadas não seriam muito bem-vindas em postos de segurança de aeroportos, mas poderiam trabalhar muito bem em uma zona de guerra.
Pesquisadores do Los Alamos também estão treinando abelhas para farejar drogas, como metanfetamina e cocaína.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quem ri por último, ri melhor - e as mulheres são mestres nisso

Sabe aquela história de que mulher demora para entender a piada? Pois é, agora isso já tem confirmação científica. Em contrapartida, depois que entendem,  as mulheres se divertem muito mais com as piadas do que os homens.



Em um estudo feito por cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, vários quadrinhos engraçados eram mostrados a homens e mulheres enquanto eles tinham a atividade cerebral monitorada. Os resultados revelaram que as mulheres usam o cortex pré-frontal – parte do cérebro responsável pela interpretação de linguagem e análises complexas – mais do que os homens, e, por isso, demoram mais para reagir às piadas.
Além disso, elas demonstraram preferência pelo humor mais sofisticado, com trocadilhos e narrativas, enquanto os homens gostam mesmo de um humor pastelão.
Concordam?